Carta

Cara comunidade,

Nosso colégio tem um Conselho de Escola com representantes de alunos, pais, funcionários, professores, além da equipe de direção e mantenedora. Nele, as macro definições da gestão escolar são debatidas, decididas e encaminhadas de forma cooperativa, segundo princípios democráticos e os objetivos fins da instituição escolar.
Nesse momento, nos aproximamos do final do mandato iniciado em 2008. Em abril, haverá a redefinição dos representantes dos vários setores.
Para que a comunidade participe amplamente desse processo e sua condução seja transparente, passamos a contar com um espaço no site da escola para as apresentações das plataformas dos candidatos e discussões de princípios e métodos de atuação com que se comprometerão. Os interessados podem enviar para
conselho2009@sdomingos.com.br a apresentação de sua candidatura.Exercitar a democracia como o colégio São Domingos se dispõe é um diferencial. Para assegurar a legitimidade desse exercício é necessário que haja implicação coletiva e clareza dos papéis de representantes e representados. Mais do que indicar as pessoas para o mandato, os eleitores precisam exercer também continuamente a instrução e o referendo das posições a serem assumidas pelos que se dispõem a representá-los.
Antes de votar, busque esclarecimentos dos candidatos sobre sua postura em relação à gestão participativa no colégio São Domingos, sobre os mecanismos que pretendem utilizar para colher as opiniões e posicionamentos dos representados e sobre as propostas que têm para a escola.

A força da democracia está no envolvimento de todos.

Participem!

Equipe de Direção

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Paula Capriglione

Conhecemos o CSD no início de 2006 e imediatamente decidimos que seria a escola de nossos filhos, mesmo não sendo tão perto de casa como poderíamos desejar.

O CSD se apresentou a nós exatamente como o que sempre buscamos: uma escola sem fins lucrativos, com gestão participativa-democrática e um projeto político-pedagógico construído através de anos de exercício democrático e de vivência dos mais avançados conceitos pedagógicos fundamentados (mas não engessados) no sócio-construtivismo.

A Helena entrou na 5ª e o Julio na 1ª série (vieram da Escola Caminho Aberto, que consideramos muito pequena para o Fund 2).

Ainda em 2006, começamos a notar fortes contradições entre discurso e prática, cada vez mais frequentes, o que levou grande número de pais e mães (inclusive nós) a buscar esclarecimentos com a equipe de direção sobre as mudanças em curso no projeto político-pedagógico da escola.

No final de 2006, a demissão de um professor de Filosofia respeitado e querido por toda a comunidade, claramente motivada pela sua atuação no Conselho de Escola, onde era membro representante dos professores, detonou um processo de mudança no CSD.

Abriu-se um processo de discussão e conscientização que fez transparecer claramente que o CSD havia se transformado em um espaço opressivo, onde a direção considerava que o projeto político-pedagógico que fundamentava a escola estava superado e não passava de letra morta, onde não havia mais lugar para a construção coletiva.

A vontade de recuperar o projeto do CSD animou a disposição de muitos pais e mães, alunos, professores e funcionários, em defesa da escola. Fortaleceu-se na comunidade o sentimento de que tínhamos que resgatar a escola, seu espaço democrático e seu projeto político-pedagógico, que não havíamos decidido jogar fora. Esse processo culminou com a mudança da equipe direção, em meados de 2007.

Resultado da vontade da comunidade, começou o período sob direção do Silvio, escolhido por uma banca de seleção formada por representantes de todos os segmentos, como determina o Estatuto da Escola. Foi o início da retomada da democracia e da construção coletiva, princípios fundadores da escola e do seu projeto político-pedagógico.

A participação, especialmente dos pais e mães, não é fácil: não há dia nem horário que garanta maior presença em reuniões, o tempo é curto e as pressões cotidianas se refletem também em dificuldades de elaboração conjunta; às vezes, já cansados, alguns queixam-se de reuniões... mas com certeza ainda não há melhor forma de interagir, de debater, de fazer junto.

Cabe a todos nós buscar ampliar a participação da comunidade, para que a escola esteja sempre aberta para a reflexão, a crítica e a autocrítica, para que esteja sempre viva, ativa, cumprindo seu papel de ser o espaço principal da aquisição e do desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens, não só do conhecimento acadêmico, mas dos valores humanistas e cidadãos, tão necessários à tão indispensável evolução humana.

A participação no Conselho de Escola concretiza a possibilidade de fazermos juntos essa escola. Por isso, coloco novamente minha disposição de participar.

Paula Capriglione, mãe da Helena (9º B) e do Julio Zelic (5ºA)

2 comentários:

  1. Interessante o histórico realizado pela Senhora. Faço votos que o otimismo e a esperança demonstrados neste seu blog em relação à direção atual da escola, representada pelo Silvio Barini, seja o mote de sua atuação no Conselho, caso seja eleita.

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  2. Olá, Fabio, só agora li seu comentário (ainda não estou habituada com essa coisa de blog). Como deve ter visto, fomos 8 candidatos para 8 vagas (4 titulares, 4 suplentes), portanto, todos eleitos. Como disse anteriormente, participei do Conselho no último ano, e tenho cada vez mais a certeza de que as práticas democráticas se constroem diariamente, exigindo de nós permanente cuidado e dedicação.
    Abraços,
    Paula

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